terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

DICA

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

RABISCO DE CADERNETA

SEM PALAVRA
A
VIDA
CALA.


Stefano Ferreira. Oeiras 01 de fevereiro de 2009.

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

NÓS ou SOU é o SOM






A maturidade musical do compositor carioca Marcelo Camelo está evidente no disco solo intitulado SOU ou NÓS .
O músico passeia pela sonoridade da MPB, recria o tom Bossa Nova de fazer música, encanta nas baladas estilo Folk e bebe na fonte do Jazz.
Ouvi o disco ano passado de leve. Agora parei para realmente sentí-lo e me apaixonei pala romântica "Janta" que ele fez com participação, mais que especial de sua namorada Malu Magalhaes, outra revelação incrível de nossa nova música popular.
Mas não tem uma faixa que me deixou quieto. "Doce Solidão" emociona com seu conteudo micro e seu jeito experimental, "Téo e a Gaivota" impressiona pelos arranjos despojados e letra que nos leva a uma contemplação imaginativa. O som é delicioso, preguiçoso, acalentador e libertador ao mesmo tempo. Tem um tempero próprio de Marcelo e ainda nos faz relembrar as batidinhas dos Los Hermanos, banda da qual Marcelo fez parte. Acho que a palavra apropriada para designar o trabalho é "LINDO".
Tô ouvindo isso nas férias que não tive! E tô adorando...

Janta


Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade
Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that I'm sad
I'll take a ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together
'Cause I can forget about myself
Trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I let you stay with me if you surrender
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
(I can forget about myself
Trying to be everybody else)
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
(I feel all right that we can go away)
Pode ser a eternidade má
(And please my day)
Eu ando sempre pra sentir vontade.
(I'll let you stay with me if you surrender)

quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

POEMINHA COMOVIDO


Para Zilda Arns

LÁ NO HAITI CRIANÇAS PEDEM SOCORRO!
NÃO TÊM PIPO NA BOCA


MAS SIM, UM GRITO.


AQUI NO CANELA TAMBÉM.


EM BELÉM, NA FEBEM E NO PARÁ.
BASTA QUERER ESCUTAR.


Stefano Ferreira. Que a luta dessa mulher tão sensível, possa tocar nosso egoísmo e comodismo e faça com que possamos descruzar os braços e ajudar crianças que clamam por nós. Descanse em paz!

Zilda Arns era Médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Nasceu no dia 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, Estado de Santa Catarina, Sul do Brasil. Filha de Gabriel Arns e Helena Steiner Arns.

Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal arcebispo emérito de São Paulo. Viúva (1978), era mãe de cinco filhos: Rubens (Médico Veterinário), Nelson (Médico), Heloísa (Psicóloga), Rogério (Administrador de Empresas) e Silvia (Administradora de Empresas). Para chegar até a indicação ao Prêmio Nobel, Zilda Arns percorreu um longo e dedicado caminho. Sua formação começa em Forquilhinha, SC e em 1959 termina o curso de Medicina, em Curitiba. Parte então, para suas especializações, que envolvem desde a Educação Física, a cursos de Pediatria Social, encaminhado-se então a outros cursos de aperfeiçoamento. Começa sua vida profissional como Médica Pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta -Curitiba/PR - 1955 a 1964 e em 1983 é a Fundadora e Coordenadora Nacional da Pastoral da Criança da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, até a presente data.

 Suas participações em eventos internacionais são diversas, da Angola a Indonésia, Estados Unidos e Europa, Zilda Arns representa a Pastoral, palestra, acompanha Comitivas Brasileiras a outros países e leva a Pastoral da Criança para o mundo. Participou ainda de outros tantos eventos Latino Americanos, principalmente apresentando e divulgando o trabalho da Pastoral da Criança. Sua participação em eventos nacionais é praticamente incontável, desde 1994 são aproximadamente 27 eventos ligados à Pastoral da Criança e ainda inúmeros outros pela Pediatria. Tanta dedicação tem seu reconhecimento. Desde 1978, são diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária. E da mesma forma, a Pastoral da Criança já recebeu diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo feito desde a sua fundação. Morreu no último dia 11 de janeiro quando palestrava numa igreja na capital Haitiana, vítima do terremot que matou centenas de pessoas.



terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

VAI UMA PORÇÃO DE TOMATES VERDES FRITOS?



Durante todo o mês de janeiro, o Portal do Sertão estará fazendo uma homenagem à sétima arte, por conta da tão esperada reabertura do Cine-Teatro Oeiras, reformado pelo Programa Monumenta.
Assim, várias crônicas sobre filmes estão sendo postadas no sítio virtual da FNT.
Os cronistas escolhem um de seus filmes preferidos e relatam algum fato interessante, analisam, enfim, expressam sentimentos e sensações sobre filmes que de alguma forma marcaram suas vidas.
Muita gente boa já postou. Vale a pena conferir a linda cronica de um dos  meus crônistas preferidos, Rogério Newton, o texto emocionado do grande Ferrer Freitas, além das deliciosas crônicas escritas por Edimilson Caminha, Joca Oeiras, João Cláudio Moreno, dentre outros.
Decidi fazer minha homenagem ao cinema também. Passe lá e experimente minha porção de "Tomates Verdes Fritos". Espero que gostem!
Para ler clique AQUI!

quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

POEMINHA ECOLÓGICO

Aspire
a
Vida
que
Fadada
ainda
Caminha
na
Calçada.

Depressa!

Carvoarias queimam o que ainda nos resta.

Stefano Ferreira. Escrito numa manhã reflexiva de janeiro. Até a poesia precisa se engajar pelo planeta.

sábado, 2 de Janeiro de 2010

MINICONTO DE FIM DE ANO

Saiu do banho eletrica, ouvindo jazz e escovando os dentes com o dedo, pois sua escova havia caído no sanitario.

Enxugou-se cantarolando e foi nua para o quarto. Alí, vestira a calcinha branca e faz pedido para que o ano fosse cheio de tranquilidade. O vestido que pusera no corpo era da mesma cor da roupa íntima e o enfeite do pescoço era de falsa prata, comprara numa dessas baquinhas próxima a feira.

Depois de colocar o perfume, um misto de ervas amadeiradas e cítricas, sentou-se no sofá e acendeu o cigarro, tragando com pose de estrela americana.

O cansaço do dia-a-dia lhe abateu e ela adormeceu. O namorado bem que buzinou enfrente à pensão que morava, mas o sono profundo da moça não lhe deixara ver o romper do novo ano.

Na manhã seguinte, o vestido branco estava completamente amassado, o perfume aromatizava o pequeno quarto e o sol que entrava pela janela refletia na bijouteria vagabunda.

A tranquilidade havia chegado antes mesmo do ano novo.

Stefano Ferreira. 30 de dezembro de 2009. Escrito numa tarde chuvosa. O sol está de recesso!